maio 04, 2008

NUNCA SEREMOS NÓS.



Afinal o que eu sinto
É o sofrimento atroz
De muito tarde descobri que nunca
falaremos Em nós...
Eu serei eu, tu serás tu,

E eternamente assim
Nem nunca me terás como queres que eu seja
Nem nunca tu serás como eu quero pra mim...
Muito tarde... Muito tarde...

Depois que assim te quero e preciso de ti
Como os pulmões de ar
É que vou descobrir que se ficarmos juntos,
Eu poderei te odiar, tu poderás me odiar!

Quem diria afinal, ao que o amor se reduz!
Modifiquei sua vida, Modificaste a minha.
E fomos acordar, os dois, tarde demais...
Agora, eu sigo só, Tu seguirás sozinho,

Eu fingindo, covarde...
A este amor que me espinha
Tu, querendo, inutilmente a paz!
E o que é estranho, afinal, é que nos amamos,

E sentimos, no entanto, que nos separamos.
Cada um com a sua sombra dolorosa, a sós.
Conformados, na dor cruel, nos convencemos,
De que nunca na vida, eu e tu... Seremos nós...

Giqueen 02/05/2005

Um comentário:

Anônimo disse...

eu me lembro desta poesia ... é linda mesmo

giqueen